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JOELHOS QUE SE DOBRAM



            Quando nos inteiramos do conteúdo bíblico, realmente, nos apropriamos de conhecimentos extremamente valiosos e indispensáveis também no que concerne aos joelhos que se dobram.
            Quando encontramos joelhos que se dobram diante da Majestade santa, diante dos pés de Deus temos plena convicção que os céus em qualquer momento agirá em favor de ouvir palavras sinceras que fluem de um coração quebrantado que se prostra diante dEle.
            Deus sempre ama ouvir palavras que fluem de um coração quebrantado. Ele deseja sempre contemplar pessoas, servos Seus que se prostram diante de Seus pés suplicando-lhE com fé suas várias necessidades.

            I.Ana

Mãe do profeta, sacerdote e juiz Samuel, não foi diferente no que concerne a este assunto. Diz a Palavra de Deus que “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.” I Sm.1.10 Ana tinha uma grande necessidade, um grande desejo: ter um filho. Sabia que em virtude de ela não ter um filho, seu esposo Elcana, amou outra mulher conhecidamente por Penina. Ainda diz a narrativa bíblica que Penina, que era sua rival, a aborrecia em extremo com suas provações por esta ter filhos e Ana não havia concedido este presente a seu amado esposo. Ana sofria muito com isso. Sofria tanto que o seu apetite lhe faltava. Passava momentos vários sem se alimentar.
             Mas um dia ela resolveu-se apresentar diante do Todo-Poderoso. Diante da presença de Deus apresentou-lhE sua grande necessidade a alguém em quem muito confiava. Sabia que seu estado de uma mulher estéril podia ser solucionado se assim fosse a vontade de Deus. Decidiu prostrar-se diante de Deus em oração, em choro. Prostrada diante dEle, com amargura, derramou a sua alma. Derramando a sua alma orou a Deus e abundantemente chorou. Quando choramos nos pés de Deus, quando derramamos nossas lágrimas diante de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, no momento ideal, no momento certo, Ele responderá o clamor de nossas orações. Ele responderá a Sua vontade ao nosso coração. Ana tinha plena convicção de que Deus responderia o seu clamor. Por isso que resolveu colocar seus joelhos diante dEle e a Ele dirigir-lhE seu coração num derramar de alma. Esta é a verdadeira oração. Joelhos que se dobram diante de Deus precisam derramar-se diante da presença do Altíssimo. Joelhos que se dobram diante de Deus precisam orar a Ele de tal forma que sua esperança estará firme, convicta, que a quem clamamos, Ele tem pleno poder para falar-nos aquilo que necessitamos ouvir, aquilo que é de extrema valia para nós.
            Ana não deu atenção às vozes contrárias. Não deu atenção a voz de sua rival Penina, tão somente decidiu-se prostrar-se. Não deu ouvido a primeira voz do sacerdote Eli, por este chamar-lhe de embriagada. Prostrar-se diante de Deus exige confiança plena nEle. Exige que fixemos plenamente nossos ouvidos em Deus. Em sua eterna e admirável Palavra que é fiel e não falha. A Palavra de Deus ressalta que Ana prostrou-se de tal forma que sua alma foi derramada diante dEle. Disse ela em reposta ao sacerdote Eli: “porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor.” Ana escolheu derramar-se perante o Senhor. Ana escolheu declarar todo o seu coração a Deus. Ana elevou tudo aquilo que se encontrava em seu coração perante Deus. Ana não hesitou em prostrar-se diante do Senhor. Quem assim faz jamais não encontrará consolo em Deus.
            No templo, Ana orava. No templo, diante de Deus se humilhava e apresentava-lhe todo o segredo de seu coração. Diante de Deus que sonda todo o nosso coração. Diante de Deus que conhece tudo aquilo que se encontra escondido em nosso coração. No coração de Ana existia algo que para ela era essencial sua concretização. Porém, havia uma limitação. Diz a Bíblia que “o Senhor lhe tinha cerrado a madre.” I Sm.1.6 O ventre de Ana havia sido fechado por Deus coisa que aqueles que lhe rodeavam não sabiam. Não entendiam o segredo que o Altíssimo tinha e teria com ela. Diante disso entendemos que muitas coisas que nos acontecem só aquEle que tudo conhece compreende.
            Com isso, finalmente, a oração de Ana foi respondida por aquEle em quem confiou. Foi respondida pelo Criador dos Céus e da Terra, que fecha madre e abre madre, que faz viver e faz morrer, por aquEle que abre e ninguém fecha, fecha e ninguém abre. Quando Ana retorna de Siló à sua casa que estava em Ramá, o seu semblante não era mais aquele de quando subiu a adorar ao Senhor. De semblante triste retorna com um semblante alegre. “Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste.”I Sm.1.18 Joelhos tristes que diante de Deus se prostram, Ele tem o poder de torná-los alegres os seus semblantes. Joelhos amargurados que diante de Deus se prostram, Ele tem o poder de torná-los saltitantes de alegria. Se prostre diante de Deus e receba alegria. Se prostre diante de Deus e tenha as respostas de suas súplicas.
            Já em Rama, em sua casa, após ter subido a Deus, após ter passado por os aborrecimentos de Penina, Deus resolve lembrar-se de Ana e conceder-lhe as respostas de suas orações por haver escolhido prostrar-se diante dEle em orações e súplicas. “Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.” I Sm.1.19  Os joelhos de Ana que diante de Deus se prostram foram a razão de esta de Deus receber as respostas de sua oração. Os joelhos de Ana que diante de Deus se prostraram foram o motivo de Deus a ela vir com o milagre de seu pedido. Seguindo o exemplo de Ana devemos sempre nos prostrar diante de Deus e apresentar-lhE, num derramar de alma, todo o nosso coração, tudo aquilo que almejamos que seja realizado em nossa vida e se fundamenta diante de Sua soberana vontade.
            Os joelhos que diante de Deus se dobram obtêm os segredos de Deus para suas vidas. O pedido de Ana era tudo aquilo que Deus tinha para ela. O pedido de Ana era o centro da vontade de Deus para Ana. O pedido de Ana era Samuel, pois, “dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.” I Sm.1.20 Os joelhos que se dobram diante de Deus tem as respostas de seus pedidos da parte daquEle que tudo vê e ouve. Ele por ser soberano e amoroso resolve nos conceder respostas que preenchem, realmente, toda a Sua vontade para nós. Quando os joelhos de Ana se dobraram diante de Deus, ela resolveu ser grata e humilde diante dEle, ofertou, ainda em seu pedido, Samuel a Deus, se porventura, a ela concedesse. A determinação de Ana em pedir e perseverar em seu pedido diante, perante o Senhor, lhe conduziu à presença de Deus, de tal forma que este desceu com o milagre para a sua vida. Desceu com Samuel, resposta de Ana, que em seu ventre concebeu.

II.Daniel

            Tratando-se, ainda, de joelhos que se dobram o jovem e profeta Daniel não foi indiferente a este ato. Soube muito bem prostrar-se diante do Deus todo-poderoso e diante desse ato buscar sempre a misericórdia do Altíssimo que é mui grande e sem fim.
            Foi no ano terceiro do rei de Judá, Jeoaquim, respectivamente, no ano 605 a.C. que algo de contrário na vida de Daniel e de seu povo começou acontecer. A narrativa bíblica relata que Nabucodonosor, rei de Babilônia, e suas tropas sitiaram Jerusalém e a dominou. Usurpando utensílios preciosos da Casa de Deus e levando cativas pessoas importantes de Jerusalém.  
            Nesse contexto de dominação estrangeira, o jovem Daniel foi levado, juntamente com muitos outros de sua terra natal a uma terra totalmente estranha, de língua diferente, cultura e costumes totalmente avessos as práticas de qualquer judeu.
            Mesmo em terra estranha e de religião oficial onde se cultuavam a multiplicidade de deuses, o jovem Daniel não abrira mão de suas práticas devocionais diante do Deus todo-poderoso, do Deus criador dos céus e da terra. Foi em Babilônia que Deus começou a manifestar-se através do jovem profeta para que através dele e do povo judeu o nome do Senhor fosse glorificado e aquela cultura totalmente pagã, totalmente distante da vontade de Deus conhecesse, plenamente, a existência de um supremo e grande Deus conhecedor de todos e revelador de segredos.
            Naquela cultura Daniel decidiu continuar prostrado diante do Senhor. Em suas muitas e variadas provas temos grandes lições de vida para nós hoje em um tempo totalmente distante à sua época, no entanto, sabendo que o Deus a quem servia continua sendo o mesmo deste tempo, pois, como revela Sua eterna Palavra, Ele é imutável, permanece Deus do início ao fim, pois, Ele mesmo se declara que é o Princípio e o Fim.
            Destacamos a fidelidade de Daniel para com seu Deus. Em sua prova onde teve que se prostrar diante do Senhor para saber qual tinha sido o sonho e também conceder ao rei Nabucodonosor a sua interpretação buscou a misericórdia do Senhor que prontamente lhe concedera a bênção de sua súplica. Revela a palavra que quando o jovem Daniel soubera que todos os sábios e inteligentes de Babilônia seriam mortos se não concedesse respostas reais ao pedido do rei, ele se apresentou diante do rei pedindo-lhe tempo para que pudesse conceder-lhe respostas desejadas. “E Daniel entrou; e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que lhe pudesse dar a interpretação.”Dn.2.16
            Assim obtendo um tempo da parte do rei, Daniel retorna a sua casa e compartilha aquele momento difícil com seus companheiros Hananias, Misael e Azarias e juntos buscam, prostrados diante de Deus, a revelação para aquele segredo. “Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros;” Dn.2.17 Aquele momento de oração e súplica diante de Deus se traduzia em um só momento de humilhação e apresentação de suas necessidades para aquele momento, para que o supremo Deus lhes concedessem respostas as suas súplicas. Foi um momento “para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o restante dos sábios de Babilônia.” Dn.2.18
            Prostrados diante dos pés do Senhor, a suprema Palavra revela que fora em uma noite especial que o Deus criador concedeu a Daniel respostas às suas orações concernentes a interpretação do sonho, solicitada pelo rei de Babilônia. Finalmente, quando todos pensavam que o jovem Daniel, seus companheiros e o povo judeu seriam destruídos para sempre, os céus se manifestara para provar-lhes que não existe outro Salvador aparte do Deus de Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Mostrou para a grande Babilônia, que nesse período a sua exaltação, o seu apogeu e honra seriam rebaixados pela mão daquEle que tudo conhece e que humilha os exaltados e exalta os humilhados. “Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; então Daniel louvou o Deus do céu.” O céu trouxera respostas desejadas por Daniel. Prostrado diante do Criador, o céu resolve trazer-lhe resposta a sua oração. Prostrado diante do Senhor numa bela e especial noite o segredo fora revelado e Daniel continua a louvar em terra estranha ao grande Deus de Israel. Babilônia começa a conhecer o magnífico poder do Todo-poderoso. Nabucodonosor que nunca conhecia o Deus de Daniel, a partir, começa saber que existe um que maior que a lua, que é maior que o sol, que é maior que a terra, que é maior que todo e qualquer ser animado ou inanimado ora que existira ou que exista em terra, em mar ou em todo o Universo.
            Foi através do ato de joelhos que se dobram que Daniel, Hananias, Misael e Azarias, companheiros de sua terra natal, que estes obtiveram respostas às suas orações. Foi através do ato de joelhos que se dobram que o céu se revelou e o segredo fora revelado. Foi através do ato de joelhos que se dobram que Babilônia contemplou a glória de Deus. Foi através do ato de joelhos que se dobram que Daniel e seus amigos continuaram louvando a Majestade santa, louvando-lhE em terra estranha enquanto o Seu supremo Nome era glorificado e toda a Babilônia tornava-se conhecedora do único Deus verdadeiro.
            Às vezes a soberania divina nos permite descer à Babilônia para mostrar-lhes a existência do único Deus criador. Às vezes a soberania divina nos permite estar em Babilônia para proclamar-lhe o Nome que é sobre todos os nomes. Às vezes a soberania divina nos permite estar na corte do rei de Babilônia para que este possa conhecer a suprema existência do Rei que é sobre todos os reis. Às vezes a soberania divina nos permite estarmos em Babilônia para provar-nos se realmente nós permanecemos fiéis a Sua preciosa e eterna Palavra.
            Mesmo estando em Babilônia, pela permissão de Deus, às vezes não sabendo os porquês de estar ali, sobretudo, devemos permanecer fiéis ao Senhor e continuarmos glorificando o Seu grande e maravilhoso Nome. É em Babilônia que o céu deseja se revelar a você. É em Babilônia que Deus deseja usar você como instrumento de Sua soberania e vontade para que a terra saiba que não existe Salvador além daquEle que tudo criou. Para que toda a terra saiba e conheça que o grande, que o dominador, de suas e nossas vidas está muito além de nossos pensamentos e executa aquilo que lhE apraz, e que tem determinado para realizar.
            Se prostre diante Deus e obtenha o segredo revelado. Prostramo-nos diante do Senhor Jesus e contemplamos reinos, povos, senhores e senhoras, reis e sábios render-se diante de Seus pés, conhecendo-lhE como único e suficiente Salvador e Senhor. Prostrados diante de Deus o nome do Senhor é glorificado, Satanás é derrotado e o céu é povoado. “Ó Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.” Dn.2.23

II.NEEMIAS

            Joelhos que se dobram é a grande e relevante atitude de todos quantos creem em Deus e confiam plenamente em Sua soberania. Neemias, também, teve a grande oportunidade e sensibilidade de, no momento certo, prostrar-se diante de Deus e suplicar-lhE uma grande vitória para si e para todo o povo judeu.
            O livro do Antigo Testamento que leva seu nome relata imensuráveis lições que este humilde servo de Deus deixara para a Humanidade e, principalmente para todos aqueles que seguem os passos da cruz de Cristo. Que optam por carregar a cruz de cada dia. A cruz que o  Reino de Deus tem reservado para aqueles e aquelas que almejam seguir os passos do Mestre, e Messias: Jesus Cristo.
            Logo no primeiro capítulo do livro citado, relata a Bíblia, que Neemias, estando na fortaleza de Susã, em cativeiro, juntamente com uma parte da nação israelita no território de Babilônia, recebera a visita de “Hanani, um de seus irmãos, ele e alguns de Judá;” Ne.1.3. Com isso, perguntou-lhes como se encontravam os judeus que haviam escapado e acerca da grande cidade Jerusalém.
            A narrativa bíblica nos diz que Neemias se encontrava na fortaleza de Susã enquanto desempenhava o ofício de copeiro do rei. “E sucedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,” Ne.1.1 “Então era eu copeiro do rei.” Ne.1.11 Pode-se observar que Neemias por se encontrar no Palácio do rei, desempenhando atividades de proximidades da realeza, tinha lembranças profundas de seu povo. Não esquecia as suas raízes, contudo, preocupava-se em ter notícias de Jerusalém. Aprendemos aqui, com Neemias, que as posições sociais que desempenharmos na vida, as funções que administrarmos não devem tornarmo-nos insensíveis acerca de nosso povo e de nossa terra.
            Com sua pergunta não obteve respostas satisfatórias quanto ao que se trata de seu conteúdo, por trazer-lhes, posteriormente, enormes preocupações. “E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo”. Ne.1.3 Aqueles que em Jerusalém ficaram se encontravam muito piores que aqueles que foram dispersos por nações opressoras. Também as muralhas da grande cidade se encontravam fendidas e com suas portas queimadas. Neemias entendia com isso, que, realmente, todos que se encontram na sua terra natal corriam grande perigo. Porém, o grande servo do Deus altíssimo não ficou apenas em saber daquelas más notícias, do estado de miséria no qual se encontrava Jerusalém, sobretudo, numa atitude de humilhação diante da Majestade, diante do Deus Todo-poderoso, começou a chorar e a lamentar por alguns dias. “E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.” Ne.1.4 Neemias inconformado com o estado de Jerusalém, pois soubera que grande era a miséria na qual se encontravam seus irmãos, começara a se apresentar diante do Senhor. Dobrou seus joelhos em terra e clamou ao céu no intuito de que o Deus dos céus lhes concedessem uma grande vitória. “e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.” Ne.1.4 Neemias assumira uma responsabilidade de grande relevância, no entanto, de grande risco para sua vida. Prostrado diante do Senhor, durante quatro meses de oração derramou o seu coração diante daquEle que tudo pode solucionar. Diante do Deus dos impossíveis. Diante daquEle que manda e é realizado. Diante daquEle que destrói muralhas para conceder vitória ao Seu amado e querido povo.
            Prostrado diante de Deus louvou a grandeza de Seu Deus, suplicou-lhE que atendesse a oração que fazia por Israel, confessou ao Senhor os pecados de seus irmãos. Numa atitude de servo, de humilhação também apresentou os seus próprios pecados colocando-se na mesma condição espiritual de seu povo. Ne.1.6 Prostrado diante de Deus continuara suplicando-lhE que desse ouvido à sua oração, pedindo-lhE que realizasse a obra de prosperidade, lhe concedendo graça diante do rei Artaxerxes, a quem em Susã servia.
            Através do ato de joelhos que se dobram, Neemias alcançou graça diante da Majestade santa que lhe concedeu a grande oportunidade de ir a Jerusalém, para naquele lugar, realizar o que estava proposto em seu coração. Quando Neemias, em um determinado dia, “no mês de nisã”, Ne.2.1 – mês equivalente à março/abril em nosso calendário – realizando o seu trabalho diante do rei Artaxerxes, diz que o rei percebera que seu servo se encontrava de semblante triste. Foi, a partir desse momento, que Neemias apresentara ao rei o motivo por se encontrar naquele instante triste. “E disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo?” Ne.2.3 Para Neemias era terrível olhar para Jerusalém e contemplar a sua terra em assolação. Para Neemias era angustiante contemplar Jerusalém com suas portas queimadas. Neemias sofria grande dor por saber que “Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo,...” Ne.1.3 Quando explicara o motivo por se encontrar de semblante triste, o rei disse a ele: “Que me pedes agora? Neemias sabia que a mão do grande Deus lhe fazia prosperar em seu intento, naquilo que se encontrava em seu coração para que fosse realizado. Entendia que a pergunta de seu senhor se constituía na realidade em respostas de suas orações durante um longo período de quatro meses quando, persistentemente, “de dia e de noite,” Ne.1.6, intercedera “pelos filhos de Israel,” Ne.1.6 “Que me pedes agora?” Neemias se encontrara diante de uma grande indagação para si, no entanto, seria muito necessária uma sábia resposta, com isso decidira, antes de conceder-lhe resposta, orar “ao Deus dos céus.” Ne.2.4 Diante da presença do rei,  concedera-lhe respostas, dizendo-lhe: “Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros  de meus pais, para que eu a edifique.” Ne.2.5 Chegar em Jerusalém era tudo que Neemias almejava. Construir suas muralhas era o projeto que se encontrava em seu coração.
            Obtendo o tempo de Deus para suas orações, Neemias conseguira, da parte de Deus,  através de Artaxerxes, o privilégio, a graça de ir a Jerusalém e realizar o seu grande projeto. As respostas de Deus para Neemias excedera em tudo o que lhE pedira. Diz a narrativa bíblica que Neemias, não somente conseguira ir a Jerusalém como também “cartas” Ne.2.7, concedendo-lhe livre curso; “madeira” Ne.2.8 para as portas das muralhas de Jerusalém que abertas se encontrava e, ainda mais, o rei enviara consigo “chefes do seu exército”  e “cavaleiros”. Ne.2.9 Então, Neemias concluía que “a boa mão de Deus” Ne.2.8 se encontrava sobre si.
            Neemias, de joelhos dobrados, alcançara graça e favor de Deus em suas orações. Neemias, de joelhos dobrados, conseguira livre curso para chegar a Jerusalém. Neemias, de joelhos dobrados, teve a proteção do céu em sua viagem à santa cidade. Neemias, de joelhos dobrados, conseguira, prazerosamente, reconstruir a cidade, juntamente com aqueles que, voluntariamente, se doaram, se levantaram para iniciar e finalizar o processo de reconstrução   e, em apenas cinquenta e dois dias concluíram o grande e audacioso projeto. “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco do mês de Elul; em cinqüenta e dois dias.” Ne.6.15
            Realizar a Obra de Deus exige-se muita sabedoria para que se possa entrar e sair da melhor forma possível. Para realizar a obra de Deus será sempre necessária que a Sua boa e grande mão coopere sempre conosco.  Para realizar a Obra de Deus será sempre necessário mais recursos humanos preparados que recursos matérias valiosos.  Para realizar a Obra de Deus nestes últimos dias será necessário que os Neemias se levantem e realmente se prontifiquem ir até Jerusalém e reconstruir suas ruínas.
            De joelhos dobrados você conquistará sua família para Deus. De joelhos dobrados teremos uma Igreja cheia da glória de Deus. De joelhos dobrados os inimigos serão todos decepcionados. De joelhos dobrados muralhas são reconstruídas. De joelhos dobrados conseguiremos favor de Deus diante daquilo que desejamos realizar. De joelhos dobrados chegaremos à Nova Jerusalém que, desde a fundação dos séculos, se encontra preparada para todos aqueles que almejam lá chegar e morar para sempre.
           
           
           
                                          Autoria: Eugenio Galvão de Freitas
                                                                                                                         14 de novembro de 2010


SEPARADOS PARA DEUS


“Sabei, pois, que o Senhor separou para si
aquele que lhe é querido;...” Sl. 4.3a

            Após Deus ter plantado “um jardim no Édem” Gn.2.8, fizera o homem e a mulher como fruto de Seu projeto. Gn.1.26;2.20,21 Em seguida lhe dá ordens mostrando-lhe como ele deveria manter sua comunhão com o Seu Criador e Pai. No tocante à ordem divina dependeria todo o seu sucesso e processo vital abundante. Gn. 2.15-17.
            Houve um dia em que alguém desejou minar a estreita comunhão do homem com o Criador. Satanás, principal adversário de Deus e daqueles que servem ao Senhor Jesus Cristo, não gostando daquela amorosa e saudável comunhão resolve interferir e uma vez por todas quebrar, romper com aquele diálogo entre Criador e criatura.
             A partir, demandou-se toda uma tragédia à humanidade. Tendo, o homem, dado ouvido à voz do estranho, este lhe trouxe o preço da desobediência ora muito conhecido por “morte”. “Porque o salário do pecado é a morte,...” Rm.6.23
            No entanto, o nosso Adversário nunca foi maior que o Deus criador, seu poder e força, diante do Todo-Poderoso são neutralizados e destruídos. Com a desobediência humana, Deus não deixou de tratar com ele para sempre. Daí por diante, Deus busca alguém para que pudesse nele investir e com o qual pudesse retomar sua aliança ora desfeita no Édem. Assim pensando, chegou o momento, no qual, Deus encontra quem Ele procurava e revelar-lhe Sua Palavra da qual dependeria a possessão de Suas promessas. Este alguém foi o patriarca Abraão, que denominava-se Abrão juntamente com Sarai, logo depois chamada por Deus de Sara. Primeiro disse Deus a Abrão: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai,...” Gn.12.1 O ambiente idólatra no qual vivia Abrão e Sarai impossibilitariam destes tomarem posse do projeto divino para suas vidas. Era extremamente necessário e urgente sair de sua terra.
            Com o passar do tempo, as promessas na vida de Abraão e Sara foram cumpridas e destes, Deus projetara Israel, nação escolhida para que no mundo brilhasse como astros.
Quando ainda o povo de Deus peregrinava em terra estranha e com a morte de Jacó, Israel, que agora, assim chamava-se, fora levado para o Egito por pressões de situações adversas que lhe conduziria ao cumprimento de uma promessa feita ao patriarca Abraão quando este peregrinava em direção a Canaã. “Deus lhe diz: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-lo-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.” Gn.15.13,14
Quando Israel chega ao Egito, o Senhor já havia preparado a terra de Gósen para que ali habitasse distante, separado do centro econômico e corrupto do Egito. Gn.45.10; 47.28
A vontade de Deus para o seu povo é que este se mantenha a parte das práticas pecaminosas da totalidade da Humanidade, representada aqui pelo Egito. Sua vontade sempre foi e sempre será que o seu povo não faça quaisquer alianças com aqueles que não são povo de Deus.
O patriarca José, servo do Deus de seus pais, de Abraão, de Isaque, e de Jacó, antes de morrer, estando no Egito, tendo em vista a visitação de Deus sobre o Seu povo, disse: “Eu morro, mas Deus certamente, vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó. E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente, vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui.” Gn.50.24,25 Assim procedendo, quando Israel é tirado do Egito tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel, dizendo:“Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.” Ex. 3.19
Aqueles que servem ao Deus dos Céus devem sempre desejar ser transportados para a vontade de seu Deus. Para o lugar que se constitui habitação do Senhor e assim viverem separados, livres dos centros pecaminosos deste mundo e habitar eternamente no centro da vontade daquele que é dono de todo o Universo.
Após um longo período de 430 anos, Deus resolve dá continuidade ao cumprimento de suas promessas enquanto Israel clamava ao seu Deus devido à cruel servidão naquele país, o Senhor atenta para seus filhos, conhecendo-lhes e escolhe o líder Moisés através do qual fez Israel subir, sair do Egito por mão forte. “E aconteceu, naquele mesmo dia, que o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.” Ex.12.51 E hoje, através de Cristo, tem Deus nos tirado da potestade das trevas e nos transportado para o Reino do Filho do seu amor. Cl.1.13
O Senhor Deus, mediante seu amado Filho Jesus Cristo, tem resgatado a Sua querida Igreja, lavada e redimida através de seu sangue derramado na cruz do Calvário. Jesus Cristo é o projeto de Deus para toda a Humanidade que vive na servidão do Egito, sendo escrava de Satanás e seus súditos. “...porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mt. 1.21; Tt.2.11-14; Hb.2.1-4
Temos o privilégio concedido por nosso grande Deus mediante Sua maravilhosa graça. Não podemos jamais relegar isto ao desprezo, você que tem sido resgatado por Cristo tem milhões de motivos para assim engrandecê-lO. Também temos, como Igreja do Senhor, que em terra estranha peregrina, resgatar outras pessoas para que possam entrar no Reino de Deus e integrar a grande comitiva que viverá a eternidade no Céu, na eterna e suprema presença de Deus.        
Sempre foi e sempre será a vontade de Deus que Seus servos se mantenham separados de toda e qualquer tipo de corrupção deste mundo. “Sabei, pois, que o Senhor separou para si
aquele que lhe é querido;...” Sl. 4.3a O salmista Davi expressa sua compreensão, seu conhecimento real e verdadeiro sobre a pessoa de Deus bem como aqueles que lhE serve. Compreende o salmista, que os servos do Senhor são pessoas que revelam uma verdadeira atitude em expressar e viver a vontade de Deus diante de um mundo que não se molda à Palavra de Deus. Expressa: “Sabei,...” O verbo saber, aqui expressado por Davi, define na realidade que o povo de Deus necessita, precisa conhecer, saber que o grande Deus tem um relevante apreço por todos aqueles que sempre buscam se aproximar de Sua divindade exercendo a importante ação de separar-se, único e precisamente, para Deus, para que assim possam engrandecer o Seu infinito Nome e exercer, da melhor forma possível, algum serviço para ele. “...separou para si...” Deus tem separado o seu povo. Você foi separado por Deus para adorá-lO e servi-lO. Deus nos chamou deste mundo e nos libertou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Nos chamou para que sejamos únicos dEle: “para si...” Por isso que Deus jamais deseja vê seus servos realizando qualquer coisa que não se constitui Sua maravilhosa vontade, quando vem ferir os princípios de Sua eterna Palavra. Quando Deus nos chamou e decidimos, por escolha própria, segui-lO, Ele iniciou um importante trabalho em nossa vida. Enviou o Seu Santo Espírito para que nos fortalecesse diante de qualquer adversidade e nos ensinasse Sua Palavra para que a nossa vida tivesse sempre, como preeminência, a vontade suprema de Deus e não a vontade humana. Nos tornou novas criaturas e, com isso, nos chama de queridos. “...aquele que lhe é querido”. Nos somos queridos de Deus porque resolvemos escolher segui-lO. Escolhemos realizar a Sua vontade em qualquer lugar que estivermos, se a sós ou se acompanhados.
            Por sermos e vivermos separados para Deus, não se conformando com este mundo, mas sendo sempre transformados pela renovação de nosso entendimento, experimentamos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Rm.12.2 E, assim, nos afirma Davi que “o Senhor ouvirá quando eu clamar a Ele.” Sl.4.3b Deus “ouvirá” aqueles que obedecem Sua Palavra. Deus “ouvirá” aqueles que optaram ser separados para Ele. Deus “ouvirá” o clamor do justo quando este clamar a Ele.   
            Deus avisara a Israel que quando na terra prometida chegasse deveria, primeiramente, enfrentar os povos da terra e expeli-los daquele lugar. Deveria, na verdade, destruir todo o povo para que não fosse cúmplice em suas práticas pecaminosas, mas seguisse sempre a Lei de Deus, concedida para o Seu povo por Seu servo Moisés.
Quando o Senhor, teu Deus, te tiver introduzido na terra, a qual passas a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o Senhor, teu Deus, as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não  farás com elas concerto,...Dt.7.1,2     
            Deus ordenara a seu povo: “não farás com elas concerto,...”. A ordem divina sempre foi a de manter, de conservar, de preservar o seu povo separado dos costumes pagãos de nações gentias, de povos que não conhecem a Sua verdadeira Palavra. Israel, jamais, deveria ter parentesco com seus costumes e práticas. Dt.7.3-6 O chamado de Deus para com o Seu povo sempre foi o de separação. Tanto coletivo quanto individualmente, o povo de Deus fora chamado para fazer a diferença em uma realidade, plenamente, avessa aos costumes e à santa e verdadeira Palavra de Deus.
            A Bíblia nos revela que o Antigo Testamento se constituiu “sombras das coisas futuras” Cl.2.17, Hb.10.1 A Antiga Aliança foi então um vislumbre do melhor de Deus que viria a ser revelado e encarnado na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote único, separado e perfeito.
            Com fundamento sobre a Sua Palavra, Jesus Cristo, unigênito de Deus, e primogênito de Maria, fundara a Sua amada e querida Igreja, que por esta decidiu derramar o Seu sangue e nos purificar de todo o pecado. “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Mt.16.18 O Senhor Jesus Cristo afirmara para o apóstolo Pedro, em resposta a uma de  Suas grandes perguntas que fizera a seus discípulos sobre a Sua pessoa, “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? Mt.16.13  e que O levou a conceder-lhes a Palavra do versículo de Mt.16.18 que a Sua Igreja seria edificada sobre Ele. A Igreja do Novo Testamento teria como fiel testamento os ensinos  de Jesus que a conduziria ao lugar por Ele muito revelado e discutido: o Céu. O Senhor deixara certo que para alguém, em qualquer nação e língua, chegar a Deus seria muito necessário e urgente, que, ainda em vida, a pessoa resolva decidir segui-lO. Mt.16.24-27 Este seguir a Cristo se consolida, realmente, em uma vida de temor e sinceridade diante dos ensinos de nosso Mestre. Sendo assim, a Igreja (do grego εκκλησία [ekklesia] e latim ecclesia), seria uma comunidade de chamados para fora, um chamado de um mundo de trevas para uma nova realidade totalmente diferente, uma realidade abalizada, fundamentada em Sua Palavra. A Igreja teria como norte e viver a doutrina do Senhor Jesus para que pudesse seguir até o céu, à Nova Jerusalém, e consolidar os Seus ensinos aos muitos povos e nações.

I. Rejeitando o Egito

            A vontade divina é que o Seu povo seja sempre um padrão de Sua santidade e glória, que Seu amado e querido povo revele para toda a Terra que Ele é Santo e Todo-Poderoso, que Ele tem poder suficiente para chamar, santificar e manter separada a Sua geração, a geração de Deus. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” I Pe 2:9, I Pe.1.15,16

1.1  O patriarca Abraão optou rejeitar os prazeres do Egito por uma celestial habitação.

O brilhante chamado do patriarca Abraão, da parte de Seu eterno e grande Deus, conforme registra-nos Gn.11.31; 12.1; At.7.2-4, convoca-lhe, muito primeiramente, antes de fazer-lhe promessas, a sair. Deus apresenta-lhe três condições específicas para que ele atendesse ao chamado divino. Primeira:“Sai-te da tua terra,...” Gn.12.1; Segunda: “...e da tua parentela,” Terceira: “...e da casa de teu pai,”.

1.1.1Atendendo a primeira condição – Deixando a sua terra

Abrão deveria olhar para frente, deixar tudo de sua terra, e tão somente, visualizando a vontade de Deus, partir em diração ao sumo propósito divino: “...para a terra que eu te mostrarei.”Gn.12.1d
Genesis 12.1 não nos revela, de forma pormenorizada, o porquê de Deus exigir do patriarca Abrão que este deixasse sua terra, mas quando meditamos no conteúdo bíblico, Josué 24.2, nos concede argumentos relevantes no que se refere às nossas indagações. Sendo assim, atendendo a primeira condição, Abraão deveria, obedientemente, romper com a sua “terra”. A terra de Abraão, “Ur dos caldeus”, importante civilização do mundo antigo, era um ambiente pleno de contrariedades à vontade de Deus e o patriarca não poderia continuar naquele lugar, tão somente, deveria partir: “Sai-te...” A revelação bíblica nos fornece argumentos precisos em Atos dos Apóstolos quando nos informa que o patriarca Abrão estando, ainda na Mesopotâmia, que é Ur dos cadeus, e ainda antes de habitar em Harã, recebera a visita de Deus ordenando-lhe a sair de Ur, a deixar a sua terra. “E ele disse: Homens, irmãos, e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar.”At.7.2,3
Para atender ao chamado de Deus deveria o patriarca rejeitar toda opulência de Ur, sua cultura pagã, deveria romper com sua vida econômico-social corrupta e viver, totalmente, sob a subserviência divina.

1.1.2 Atendendo a segunda condição – deixando a sua parentela

            Para obedecer a ordem divina não seria necessário, unicamente, deixar a sua terra, mas também a sua parentela. Disse-lhe o Altíssimo: “...e da tua parentela”. Conforme o que fora exposto no item anterior, concernente aos pais de Abraão, a Bíblia nos revela que sua parentela era motivo de impedimento aos propósitos que Deus tinha em e para sua vida em seu ambiente familiar. Para que atendesse a primeira condição, deveria também, como ordem divina, abdicar de sua parentela. O que, possivelmente, para o patriarca custou-lhe muito sofrimento, além de deixar sua terra, ter de deixar o ambiente e o afago familiar para partir para o desconhecido que Deus ainda haveria de mostrar-lhe de forma mais concreta e objetiva.

1.1.3 Atendendo a terceira condição­ – Deixando a casa do pai

            Para atender, completa e obedientemente a ordem ministrada por Deus seria preciso que Abrão deixasse seu pai. Os costumes paternos que se encontravam contrariamente à vontade divina, tinham que ser rejeitados através do imperativo “Sai-te...” Quando o patriarca Josué reuniu a nação Israelita em Siquém, haver chamado os anciãos da nação, os homens que, conjuntamente, lideravam Israel, bem como seus juízes e oficiais, declara-lhes, conforme escrito está: “Então, Josué disse a todo o povo: Assim diz o SENHOR Deus de Israel:Dalém do rio, antigamente habitaram vossos pais, Tera, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses.” Js..24.2 A Palavra de Deus nos informa que Abraão, quando do seu chamado, habitara em um ambiente idólatra, no qual, possivelmente, seu pai era chefe de uma religião pagã, totalmente desprovida dos princípios divinos. “...Tera, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses.” A religião de seu pai não o levaria a vontade de Deus, sobretudo, o impediria de chegar onde, realmente, Deus desejaria que chegasse.
Diante das condições determinadas por Deus, o patriarca deveria atendê-las em sua completude, o que para ele fora ficando sempre mais estreito. Vemos que ele poderia deixar sua terra e partir com a sua parentela. Também poderia deixar sua parentela e partir com seu pai, mas o imperativo de Deus fora que deixasse o seu pai e partisse. Atendendo, tão somente, a palavra dada por Deus, crendo em quem houvera-lhe falado, atendendo todas as condições sem contextar, Abrão partiu, conforme Genesis 12.4: “Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito,...”.
Aqueles que são separados por e para Deus e resolvem atender os Seus santos e audaciosos propósitos não pensam muito para que assim possam executá-los, tão somente partem como assim fizera o patriarca Abraão. Aqueles que são separados por e para Deus sempre optam rejeitar os prazeres e conforto do Egito, de sua terra, para ir em direção de sua eterna herança. “ Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” Hb.11.8

1.2  O patriarca José – Obedecendo a Deus incondicionalmente

Ainda em sua infância, o jovem e patriarca José, buscava servir a Deus de forma  especial, contrastando assim com a de seus irmãos, que não apresentavam uma vida exemplar diante de Deus e também de seu pai Jacó.  “[...]Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos;[...] Gn. 37.2
Diz a narrativa bíblica que os irmãos de Jacó o invejavam por ele demonstrar um viver singular no ambiente familiar e também por ele ser um jovem que tinha sonhos singulares para relatar e, ainda, seus irmãos,  não se aparentavam com suas palavras, sendo assim, muitas vezes aborrecido por eles, por esses motivos. “[...]Por isso, tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.” Gn. 38.8 Jacó era diferente. Ele era um jovem que apresentava um caráter mui especial.
Aborrecido, diversas vezes, por seus irmãos, motivados por seus sonhos e por suas palavras, o jovem José passa a sofrer uma das primeiras e difíceis provas em sua vida. Seus próprios irmãos resolveram conspirar contra a sua pessoa. “E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem.” Gn.37.18 Passando por suas primeiras aflições, o jovem José, sendo polpado por Deus de morte, fora lançado em uma cova para que assim sofresse as angústias da vida. “E tomaram-no e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, e não havia água nela.” Gn. 37.24

1.2.1        Quando optamos ser separados para Deus somos aborrecidos

Quanto ao vocábulo aborrecido: 1  Que se aborreceu com algo ou alguém; que passou a sentir desagrado, insatisfação, aborrecimento, raiva ou mágoa, geralmente em razão de algo que alguém fez ou disse, ou em virtude de acontecimento ou fato desagradável; CHATEADO; AMOLADO; 2  Que aborrece, que causa tédio, enfado; MAÇANTE; CHATO; FASTIDIOSO; 3 Que denota ou revela aborrecimento, desagrado, insatisfação etc.; 5  Fig.  Detestado, odiado, desprezado. Dicionário On-line Aulete
A singular e grandiosa opção de ser separados para Deus nos conduz por caminhos estreitos que nos fazem sofrer as amarguras da vida. Ser aborrecido por este mundo sem Deus é, realmente, a ação sofrida por todos aqueles que resolvem servir ao Senhor Jesus Cristo e serem plenamente separados para Ele, sendo sempre obedientes a Sua gloriosa e santa Palavra. O nosso grande Mestre e Salvador Jesus Cristo, instruindo aos discípulos acerca deste assunto, afirmara-lhes:
“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Jo.15.18  Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Jo.15.19  Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Jo.15.20 Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. Jo.15.21
            Interessante registrar:
1. Por não sermos deste mundo, não seguirmos o seu curso, sermos totalmente contrários a ele, este mundo nos odeia. “...o mundo vos odeia,...
2. O Senhor Jesus certifica aos discípulos e para nós que, muito primeiramente, Ele fora aborrecido por este mundo, e nos revela que, se, realmente, decidirmos segui-lO, sofreremos esse tipo de angústia algum dia ou por tempos durante a trajetória de nossa vida.  “...sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.”
3. Conclui dizendo-lhes: “...tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.”
Seguir e proclamar Jesus Cristo conforme as Escrituras Sagradas em nenhuma época, sociedade ou língua fora causa de simpatia e harmonia. Sempre existiu e existirá aqueles que seguem as doutrinas de Satanás e por isso se levantarão contra aqueles que asseguram e levam a preciosa semente para uma geração avessa à vontade divina. Sabendo nós que, se, sofremos por causa do nome de Jesus, Ele nos garante que tudo isso se constitui para a glória de Deus. “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Mt.5.10 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Mt.5.11
José sofria a avessão de seus próprios irmãos porque ele não compartilhava de sua inveja.Gn.37.11 Não compartilhava de suas conspirações. Gn.37.18 Não compartilhava de seus homicídios. Gn.37.20 Não compartilhava de seu maquiavelismo.Gn.37.31,32 Não compartilhava de suas mentiras.Gn.37.32 O verdadeiro cristão nunca e jamais poderá ter comunhão com aqueles que seguem os costumes, hábitos e atitudes daqueles que servem  e seguem o curso deste mundo totalmente avesso aos princípios da vontade de Deus. “Quando falamos de separação do mundo, não queremos dizer que devamos viver alienados da sociedade, mas que procuremos viver fora do sistema espiritual, da maldade e da corrupção que avassalam o mundo (Tg.1.27) Pr. Ailton José Alves, em Uma Trilogia da Igreja em cantares de Salomão.p.40
Quem é separado é perseguido. Gn.39.7-14; Ex.1.8-22; Ex.5.6-19
Quem é separado é vigilante. Gn.39.9
Quem é separado é fiel ao seu Senhor.
Quem é separado não empresta seus ouvidos para Satanás. Gn.39.10
Quem é separado tem consigo a bênção do Senhor. Gn.39.2,5,23
Quem é separado tem a companhia de Deus. Gn.39.2,21,23
Quem é separado foge das astúcias de Satanás. Gn.39.12
Quem é separado tem consigo a graça de Deus em tempos difíceis. Gn.39.21; Ex.3.21
Quem é separado vai até às últimas consequências com Deus. Gn.39.20
Quem é separado conhece os segredos de Deus. Gn.40.8,12,13
Quem é separado celebra festa no deserto. Ex.5.1

1.2.2        Quando optamos ser separados para Deus somos invejados

Seus irmãos, pois o invejavam; seu pai, porém,
guardava este negócio no seu coração. Gn.37.11

Quanto ao vocábulo invejados: 1.Que é objeto de inveja; 2.Que é sumamente apreciado. Dicionário On-line Aulete
in.ve.ja sf (lat invidia) 1 Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. 2 Desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possui ou desfruta. Fonte: Michaelis.

A Bíblia declara que o jovem José era alvo da inveja de seus próprios irmãos. O mal não se satisfaz com o estado de felicidade, com o estado de prosperidade – espiritual ou material - de alguém. Ele sempre trabalhará para desvirtuar e até destruir o estado de prosperidade daqueles que se encontram e sempre buscam o melhor de Deus para suas vidas, considerando que sua missão não é outra, senão “roubar, matar, e destruir;”Jo.10.10, conforme as palavras de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Com o nosso patriarca José, filho da velhice de Israel Gn.37.3, não fora diferente. Por ele demandar uma vida espiritual na presença de Deus, ser próspero naquilo que realizava, viver um estado de excelente obediência diante de seu pai e, sobretudo, de seu  grande Deus, os seus próprios irmãos não se alegravam por este estado magnífico que José revelava. Um sentimento cruel de ódio e inveja marcavam a vida de seus irmãos que já não falavam com ele pacificamente. Gn.37.4.
Também a palavra de Deus afirma que José tinha brilhantes sonhos os quais incomodavam aqueles que os ouviam. Gn.37.5 Contar os seus sonhos para os seus irmãos não era nada satisfatório, alimentava neles maior ódio e aversão ao patriarca. Por seus sonhos, José era, também, muito aborrecido. “...por isso o aborreciam ainda mais.” O sentimento de inveja, internalizado na vida dos irmãos de José, lhes conduziam a praticar atitudes perversas e a expressar palavras de afronta. Diz a palavra de Deus: “Seus irmãos, pois, o invejam;...” Gn.37.11
Satanás, nosso arqui-inimigo, sempre inquietará, sempre tentará destruir a paz daqueles que se refugiam em Deus. Ele sempre buscará minar todo o contato que alguém tiver com o Altíssimo. Não foi diferente também  na vida de nossos ancestrais Adão e Eva, que por darem ouvidos à voz do estranho, cederam aos seus caprichos realizando sua vontade. Deus os havia posto no jardim do Édem. Separado-os único e exclusivamente para a Sua adoração e serviço. Mas, infelizmente chegou o dia que por darem atenção a voz de um terrível e cruel estranho, foram , finalmente, expulsos da presença de Deus. “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden,...” Gn.3.23
Contrariamente, a Adão e Eva , com o jovem José o desfecho da história fora de eterna glória. Seu exemplo de vida e obediência a Deus ficara registrado em Suas memórias que, concedera o brilhante privilégio que homens fiéis soubessem deste fato e, sobretudo, para que geração futuras o seguisse como exemplo e assim fossem sempre abençoados.
É importante salientar que o jovem José, em sua família, decidiu, optou fazer a diferença e tão somente dedicar sua vida a Deus e ser serparado único e exclusivamente para o Seu louvor e serviço não cedendo aos aborrecimentos de seus maus irmãos que o invejam e desejavam minar a prosperidade e vida do patriarca.

1.2.3        Quando optamos ser separados para Deus somos alvo de conspirações

E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles,
conspiraram contra ele, para o matarem. Gn.37.18

Quanto ao vocábulo conspiração:cons.pi.ra.ção sf (lat conspiratione) 1 Ato de conspirar. 2 Plano formado secretamente entre muitos contra os poderes públicos. 3 Conluio, maquinação, trama. 4 Concorrência de vários meios para o mesmo fim. Conspiração do silêncio: acordo tácito para não se falar sobre determinado assunto.

Antes que o jovem José se aproximasse de seus irmãos, estes, por sua vez, maquinavam dentro de si, e, conjuntamente, planos que destruíssem, que dessem fim aos sonhos e alegria de vida piedosa daquele jovem. O pleno desejo de seus conspiradores era: “Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta- fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.” Gn.37. Satanás não se compraz em observar uma vida piedosa. Seu grande desejo é procurar distruí-los, acabar, uma vez por todas, com os seus brilhantes e audaciosos sonhos e ainda mais: Ele convida outros para integrar planos de destruição sobre a terra. Observe o seu convite: “Vinde, pois, agora, e matemo-lo,...” Ele sempre está a convidar outros para concretizarem planos de destruição. E, ainda, convém destacar que o tempo de convite para sua destruição é para “...agora...”. Não aceite e jamais integre grupos de homicídios de Satanás.
Aqueles que são separados para Deus sempre serão alvo de terríveis conspirações de seus maiores inimigos. Sempre existirão àqueles que desejam e motivam outros para que possa minar os lindos sonhos de quem está a servir fiel e corajosamente o Seu grande Deus. Satanás fica sempre de longe nos observando e maquinando os seus projetos de destruição. Ele sempre tem um plano de conspiração contra o povo de Deus. Mas, sabemos que estamos à sombra do Altíssimo e debaixo de Suas asas descansamos. Sl.91.1 E ainda diz a Palavra de Deus: “Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.” Sl.91.7
           
1.2.4        Quando optamos ser separados para Deus somos vendidos

Vinde, e vendamo-lo a estes ismaelitas; e não
seja nossa mão sobre ele, porque ele é nosso irmão,
nossa carne. E seus irmãos obedeceram. Gn.37.27

Além de tantos outros significados, o verbete vendidos, conforme dicionário eltrônico Aurélio, nos dá a ideia de Sacrificar por dinheiro ou interesse, trair por interesse”.
                        Sendo-lhes favoráveis, e obedecendo a voz de Judá, os irmãos de José negociam a sua pessoa por o preço de “...vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” Gn.37.28
            Muitos desejam negociar o seu nome e sua vida para mercadores para que assim possam lhe conduzir ao Egito. Muitas pessoas e, até muitos de nossos irmãos na fé, desejam vender nossa vida, tendo sempre por finalidade nos vê escravizados por senhores do Egito. Eles lançam mão de obedecerem a Deus e decidem executar planos de obediência para realizar suas más e crueis intenções.
            O nosso Adversário sempre procurou e procura destruir aqueles que optaram e optam servir o Deus criador dos céus e da terra. Ele tem seus múltiplos planos de destruição. Não conseguindo mais viver, agradavelmente, com o patriarca José, seus maus irmãos decidem vendê-lo, negociá-lo aos “...ismaelitas;...” para que assim não fossem incomodados com a sua presença.
Aqueles que são separados para Deus muitas vezes têm seus nomes e suas vidas vendidas, negociadas por este mundo, tão somente, desejam que sejamos escravos de Satanás. Não conseguindo nos destruir por outros meios, o Inimigo de nossa vida lança mão deste plano para que assim possa minar nossa vida abundante na presença de Deus e nos levar até ao Egito onde nos tornaremos servos de suas ordens e planos.
           
           
             
1.2.5        Quando optamos ser separados para Deus somos alvo de prisões.

Seguir os eternos passos de nosso grande e misericordioso Deus tem sido, realmente, uma trajetória, muitas vezes até, de contrariedades ao senso comum. A priori, pode-se indar porque um jovem inocente, sendo servo e guiado por o Eterno, iria parar em uma prisão egípcia. Um jovem que na companhia de seu pai Jacó tinha sua liberdade de ir e vir e obedecer suas ordens.
  Foi assim com o jovem José. Após ter sofrido e passado por várias decepções, mais uma vez, teve a sua vida e liberdade reprimida por as angústias e ambiente de uma prisão egípcia. Por não obedecer à voz de Satanás, que falava através da mulher de Potifar, esta lhe culpa por tentar seduzir sua pessoa. “E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua veste em sua mão e fugira para fora, chamou os homens de sua casa e falou-lhes, dizendo: Vede, trouxe-nos o varão hebreu para escarnecer de nós; entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz.” Gn 39.13,14 Após as palavras da mulher, Potifar “o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam presos; assim, esteve ali na casa do cárcere.” Gn 39.20
Quem é separado para Deus pode, em algum momento de sua vida, sofrer as angústias de uma prisão. Quem é separado para Deus pode, em algum momento de sua vida, sentir a dor da solidão, totalmente, impossibilitado de comunicar-se com seus familiares e parentes. José se encontrava em uma prisão não porque devia, mas porque situações adversas o conduziu àquele lugar. Estava na prisão porque o mal conspirava, dia e noite, destruir sua vida. Conduto, deve-se saber que, mesmo na prisão, a Palavra de Deus nos relata que o Senhor era com ele. “O Senhor, porém, estava com José, estendeu sobre ele a sua sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor.” Gn 39.21
Aqueles que optam ser separados para Deus têm a Sua companhia não só nos momentos maravilhosos de sua vida, mas, sobretudo, nos instantes mais crueis e dolorosos pelos quais vir a passar. Aqueles que optam ser separados para Deus têm a mão divina agindo em seu favor quando assim mais necessitar. Quando não existir ninguém e nada por ele, devemos saber que a mão do Eterno estará “sobre” àqueles que optaram servir-lhE e adorar-lhE. Se em algum momento de sua vida, você, injustamente, sentir-se estar em uma prisão, saiba que existe a mão divina, que, justamente, pode intervir em seu favor e conceder-lhe Sua “benignidade” e “graça” e fazer-lhe prosperar mesmo quando não houver nenhuma esperança
1.2.6        Quando optamos ser separados para Deus somos sentenciados à morte.

Muitos são os riscos que corremos quando optamos ser separados para Deus. O jovem aqui em análise, José, correu o risco de morrer em várias situações de sua vida. Na prisão, lugar, pelo qual, teve que passar não foi diferente. Ali poderia ter tido sua vida ceifada por cruéis algozes.
Pode-se citar neste item o nosso Senhor Jesus Cristo, que, também, por ser separado para Deus, teve que enfrentar à sentença de morte quando à Sua nação, os seus próprios irmãos, assim escolheram que fosse condenado. Que fosse sentenciado a este cruel e doloroso tipo de morte. “E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda.” Lc 23.33
Já nos ensinara, também a este assunto, o nosso amado apóstolo Paulo quando nos afirmara: “Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro.” Rm 8.36 Também afirmara: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Fp.1.21
Por ser separado para Deus, nosso grande patriarca Abraão correu o risco de morte quando desceu ao Egito. Gn 12.11
Por ser separado para Deus,o jovem José correu o risco de ser morto por seus próprios irmãos. Gn 37.20
Por ser separado para Deus, o libertador Moisés, ainda criança,correu o risco de morrer quando assim o rei do Egito ordenou que executasse. Ex 1.22
Por ser separado para Deus, o jovem Daniel passou pelo vale da sombra da morte, quando assim o lançaram na cova dos leões. Dn 6.16
Por ser separado para Deus, o patriarca Jó passou pelo vale da sombra da morte quando Deus permitiu que Satanás o tocasse. Jó 2.6
Por ser separados para Deus, Paulo e Silas passaram pelo vale da sombra da morte quando numa prisão interior foram lançados. At 16.24
Por ser separado para Deus, Estêvão fora apedrejado até á morte. At 7.59

Por Eugenio Galvão de Freitas
01 de abril de 2010



O PENTECOSTES EM SAIRÉ

O Movimento Pentecostal que começou em Jerusalém incendiou o mundo. Em Sairé, na época conhecido por Vila São Miguel, chegou aos anos de 1950, através da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Gravatá numa pequena casa que fora alugada. Os servos humildes e incansáveis para o serviço do Mestre e Salvador Jesus Cristo sentiam correr em suas veias o desejo de proclamar a mensagem pentecostal que chegara ao Brasil no ano de 1910 por missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren.
           
Processo de Estabelecimento

            Na metade dos anos 60, a Igreja adquiriu uma pequena propriedade, sito a rua Cel. José Pessoa, onde se estabelece até aos nossos dias. Propriedade esta adquirida do Srº. Severino Valério da Silva (Irmão de Josefa Valério da Silva, avó do Dc. Eugenio Galvão de Freitas), que antes, nesse lugar, funcionava uma antiga oficina de bicicleta e que agora passava a trabalhar e consertar vidas para Deus. O estabelecimento recebendo algumas adaptações, a partir daí, passa a congregar as poucas vidas recém convertidas para o Senhor Jesus. É nesse ambiente que a Igreja Assembléia de Deus em Sairé firma-se em seu próprio templo com um único objetivo: adorar e servir ao Rei dos reis, Senhor e Salvador Jesus Cristo. Hoje, com mais de meio século de história, nesse território, trabalhando para seu único Salvador, tendo como missão pregar a mensagem do Evangelho bem como expandir o Seu glorioso e eterno Reino.

Obstáculos e Perseguições

            O irmão José Caetano Neto – um dos pioneiros da igreja neste lugar – relatara que houve algumas investidas do inimigo envolvendo outros grupos religiosos, que persuadira os não evangélicos a irritar os evangélicos – eram cerca de sessenta pessoas – que caminharam em direção a igreja, portando traves em suas mãos com grande  ira para quebrar e arrebentar tudo e todos que se encontravam no ressinto da igreja. Com isso, o relator desse incidente, o já citado irmão José Caetano, conhecido por irmão Cazuzu, que era vereador na época, falara para o dirigente que baixasse o som, não conseguindo baixar foi solicitado que o desligasse.  Muitos irmãos se escondiam embaixo das bancas enquanto que outros corriam. Sendo acionados, o prefeito Bibi Santana, que acionou a polícia para contornar o incidente. Também, a irmã Luzinete Maria Souza da Silva, dissera que aconteceram perseguições, investidas contra a obra do Senhor Jesus na época do irmão Bibiano.

Primeiros Convertidos

            Como o alvo da fé pentecostal é sempre o não alcançado, vidas assim eram incendiadas pela chama enquanto que o fogo queimava e ardia em seus corações. Os pioneiros sempre iam aparecendo enquanto que Jesus transformava os corações de pedras em corações de carne e assim o Seu Nome era exaltado e proclamado em Sairé.
            Tendo como primeiros convertidos à genuína fé cristã os irmãos: Manoel Paulino e esposa (irmã Lourdes); Severino Bernadino e esposa; irmã Toinha; irmão José Caetano (Cazuzu) e esposa (Maria das Dores Caetano, conhecida por Mimi); Alexandre Salvino, esposa e três filhas; Fernandito e esposa; João Sabino e esposa; irmão Duda; irmã Donzinha; irmão Zuzinha; irmão Manoel Caetano; Josefa Valério (avó de Eugenio) e algumas crianças: Nice Galvão de Freitas, Gemima Galvão de Freitas; Miguel Barboza (hoje Presbítero); Maria José; e filhas do irmão João Apolônio.
            Poucos eram aqueles que adentravam à nova fé, sobretudo, para exaltá-la através de suas vozes e principalmente de suas vidas transformadas pelo poder santificador e purificador da Palavra de Deus.

Dos Pastores
Presbítero Josias.

No ano 1983, chega a Sairé a família Souza que deixa suas fortes marcas na história pentecostal saireense. Chegando à pacata cidade no dia 20 de julho no período vespertino representada pelo Pb. Josias Souza da Silva (1924-1995), que tinha 59 anos quando aqui chegou. Ao chegar, esperava ansiosamente a irmã Maria do sindicato, que era esposa de seu João do Sindicato. O citado presbítero Josias Souza foi o obreiro com ação pastoral nesta cidade

Presbítero João Paulino de Lima (Pb Naninho)

            Chegara ao campo de Sairé, Vindo da cidade de Chã Grande, no ano de 1993, enviado pelo Reverendíssimo Pr José Leôncio da Silva, o qual substituiu o Pb Josias e trabalhou aqui durante cinco anos e saiu como evangelista.

Pr. Zacarias Florêncio da Silva

            Seguidamente ao Ev João Paulino de Lima, viera o Pr. Zacarias Florêncio da Silva, com sua esposa, a nossa amada irmã Corália e filhos, o qual trabalhou durante três anos.

Ev. Severino Ramos de Lira
            Logo após o Pr. Zacarias, em 2001, fora enviado a este campo o Ev.Severino Ramos de Lira, com sua esposa a irmã Mariinha e filhas, vindos da cidade de Bodocó-Pe.
            Foi na gerência do Ev. Severino Ramos que este empreende juntamente com a igreja local e matriz em Recife a reconstrução do novo templo.

Pr. Pedro Paulo Barbosa

            Foi no ano de 2006, em janeiro desse ano, que o Pr. Pedro Paulo Barbosa chegara a Sairé, com sua esposa a querida irmã Severina Emília e família vinda da cidade de Belém de Maria.

Pb. Adilson Alves

            Foi no ano de 2009, seguidamente ao Pr. Pedro Paulo, que o Pb. Adilson Alves (irmão do Pr.Presidente Ailton José Alves) viera a este campo juntamente com sua amada esposa Ester Alves. Passando dois anos de trabalho, e em seguida foi transferido a cidade de Passira, como evangelista.

Ev. Luiz José do Nascimento

            Logo após o Ev. Adilson Alves, fora enviado para pastorear esta Igreja, no dia 09 de fevereiro de 2011, o Ev. Luiz José do Nascimento juntamente com sua amada esposa – Josefa Marinete Gonçalves do Nascimento, conhecida por irmã Sônia e filhos, que estão conosco até a esta data.

Considerações Finais.

            Entendemos que muitas foram as lutas travadas até o presente momento, mas, sabemos que o nosso grande Deus tem nos carregado em seus braços e nos concedidos grandes vitórias. Podemos assim expressar como afirmara o profeta Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor.”